7 de julho de 2013

Exibição da peça "Para Sempre: Poesia"

O Projeto Clínicas do Testemunho em parceria com Rita Maurício e seu grupo, apresentam a peça "Para Sempre: Poesia". A exibição será no dia 22 de agosto às 20hs no Teatro Túlio Piva. Os ingressos estão à venda na Sigmund Freud Associação Psicanalítica (SIG). 

Este evento faz parte de uma série de atividades articuladas pelo Projeto Clínicas do Testemunho e tem como título "Debates Públicos".  

Em breve maiores informações sobre outras atividades. 


PARA SEMPRE: P O E S I A!
Uma história real e tragicômica de amor, loucura e arte

José, após ter sido preso pela ditadura militar e herdado desta experiência grave sofrimento psíquico, escolhe a arte como afirmação da vida e com esta escolha, conquista uma incansável companheira. Seli, artista plástica inconformada e bonequeira vibrante, passa a tomar, junto a ele, doses diárias da seguinte decisão: Apesar de tudo, Poesia! Da união deste atormentado e criativo casal nasce Rita, que vem agora, neste monólogo, transpor para a cena poemas da autoria de seu pai, além de textos próprios e obras de sua mãe. A atriz lança-se num diálogo entre vida e arte, trazendo à cena episódios marcantes da vida de seus pais, servindo-se de vídeos, poemas, depoimentos, interpretação de personagens e teatro de bonecos voltado ao público adulto.

 
Rita Mauricio - Atriz e Bonequeira, DRT nº 9961/RS
Bacharel em Teatro na UFRGS (2012). Integrante do grupo Cerco. Bonequeira desde 1995. Participou de eventos comoOficina/Retiro de Artistas’2011 orientada por Sérgio Mercúrio (Argentina) e duas edições do Festival Internacional de Teatro de Bonecos de Canela –1997 e 1998, apresentando dois espetáculos infantis de teatro de bonecos com diferentes técnicas de manipulação. Dentre os principais espetáculos em que trabalhou ou ainda trabalha como atriz estão: A Salamanca do Jarau (Aceves Moreno/2002); A Ponte (Júlio Saraiva/2006); O Sobrado (Inês Marocco/2008); Bodas de Sangue (Luciano Alabarse/2010); Quando as máquinas param (Rodrigo Fiatt/2010); Trago, Sorte, mentira e Morte (Isândria Fermiano e Kalisy kabeda/2010); Incidente em Antares (Inês Marocco/2012) e Para Sempre: P O E S I A! (Mirah Laline/2012), onde também assina a dramaturgia. No cinema, atuou no longa Quase um Tango Argentino (Sérgio Silva/2008) e nos curtas Volte Sempre (Educardo Pùa /2008), Por uma noite apenas (Márcio Reolon/2009) e Triângulo (Roberto Ruchiga/2009).

22 de maio de 2013

Imigrantes, Exilados e Refugiados


Imigrantes, Exilados e Refugiados

Linha de Trabalho Incidências subjetivas e sociais das mudanças de país, língua e cultura.

Coordenação Ana Costa e Jaime Betts



Reunião preparatória para a III Jornada do Instituto APPOA – Psicanálise e Intervenções Sociais: Desamparo e Vulnerabilidades

Data: 01 de junho, sábado, às 10 horas (aberta aos interessados)
Convidamos, a participar do encontro, aqueles que se sintam convocados pelo tema, que será trabalhado em parceria com colegas da Sigmund Freud - Associação Psicanalítica (SIG) e da ASAV/ACNUR.

O debate será iniciado com as intervenções de Ana Costa (Instituto APPOA), Bárbara Conte (Sig), Alexei Indursky (Sig), Daniela Feijó (Sig) e Aline Passuelo (Associação Antonio Vieira/Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados ASAV/ACNUR) e mediação de Ângela Becker (Instituto APPOA).

Imigrantes, exilados e refugiados sempre existiram na história da humanidade. Entretanto, a globalização traz dentre suas consequências uma intensificação cada vez maior do deslocamento das pessoas ao redor do planeta.
Imigrantes, exilados e refugiados – os estrangeiros, os diferentes, os de outra tribo – são alvos preferenciais da hostilidade e até mesmo ódio de parte dos que são da terra. Por quê?
Cada língua viva constrói uma cultura específica para aqueles que a compartilham, construção que implica uma violência simbólica que determina o que fica excluído da mesma como tabu.  Quando uma cultura entra em contato com outra, o que é tabu para uma não necessariamente é tabu para a outra. Quando o que é proibido de um lado é exposto pelo outro, o mal-estar se intensifica e a hostilidade se deflagra no laço social.
Quanto mais se recusa a violência simbólica fundadora de uma cultura e se atribui a mesma ao estrangeiro, mais a intolerância se instala e a violência real eclode nos corações e mentes dos ‘estrangeiros de si mesmos’ que convivem.
O capitalismo globalizado, marcado pela tendência à dissolução de vínculos e desigualdades nos espaços ocupados pelos grupos que se deslocam e cruzam fronteiras, vem realizar em escala planetária o mito da Torre de Babel, mito no qual a construção da torre (metáfora da construção da vida em sociedade) é interrompida pela confusão de línguas, que tornou o entendimento e o convívio no conjunto de seus construtores impossível. Afinal, a torre pertence a quem? Diante do sofrimento subjetivo compartilhado no laço social cabe perguntar: quais as intervenções possíveis compatíveis com a ética da psicanálise quando se cruza a fronteira de uma língua?

6 de maio de 2013

Confira a Capacitação do Projeto!!!!

Clínicas do testemunho

Capacitações

Objetivo: sensibilizar os profissionais do setor público que atuem direta ou indiretamente junto a pessoas que sofram violência de Estado, de forma a identificar e pensar estratégias de trabalho junto a esse público.  

Capacitação I

Maio de 2013: 13 e 27     – horário: 8h-10h e 10h15min- 12h
Junho de 2013: 10 e 24  –  horário: 8h-10h e 10h15min- 12h

Capacitação II

Agosto de 2013: 05 e 19        – horário: 8h-10h e 10h15min- 12h
Setembro de 2013: 02 e 19   – horário: 8h-10h e 10h15min- 12h


1-    HISTÓRIA (13/05/2013)

Abertura: Apresentação do Projeto: Claudia Perrone. Psicanalista, professora da UFSM/RS e Alexei Indursky. Psicólogo, doutorando da Paris VII.
-Qual o objetivo pedagógico?
-Sensibilização sobre a Violência de Estado.
-Apresentação de Metodologia

Apresentação do Filme: “15 Filhos”
           
Tema:  História da violência de Estado na ditadura civil-militar no Brasil e seus reflexos nos dias atuais.

2-    MEMÓRIA E TESTEMUNHO (27/05/2013)

Tema: Trabalhar as três esferas de memória individual, coletiva e histórica. Demonstrar através do estudo sobre o movimento de transição entre a ditadura civil - militar, os desdobramentos do silêncio tanto na esfera individual como na coletiva, onde as políticas de auto-anistia mascararam a memória histórica.

Professora Convidada: Caroline Bauer. Historiadora, professora UFPel e Alexei Indursky.

3-    REPETIÇÃO E TRAUMA (10/06/2013)

Tema: Trabalhar, na perspectiva da psicanálise, a repetição no que se refere a lembrança e o esquecimento e o trauma em suas possibilidades de elaboração.
             Barbara de Souza Conte e Eurema Gallo de Moraes, psicanalistas.

4-    ESTRATÉGIAS DE CUIDADO E ESCUTA. (24/06/2013)

- Fechamento: Trabalhar com os convidados as estratégias de cuidado e escuta dentro do contexto. Relatos de experiências instituintes dentro do âmbito dos Direitos Humanos junto a comunidades e população de vulnerabilidade e risco.

Convidada: Alice de Marchi Pereira de Souza. Psicóloga. Doutoranda Psic. Social (UERJ). Pesquisadora da organização de direitos humanos Justiça Global e Alexei Indursky.

26 de abril de 2013

Abertura do projeto clínica do testemunho


Sissi Vigil Castiel
Presidente da Sigmund Freud associação psicanalítica



A história é um processo cujo sentido é dado por aquilo que os homens em diferentes épocas fizeram do seu presente e por aquilo que ofereceram à posterioridade, às gerações que estavam por vir. É tarefe das diferentes gerações receber a herança seja para assumi-la, seja para transformá-la. Esse legado pode ser pensado criticamente, dando lugar a uma avaliação que pode ou não referendá-lo. Quando o passado não é referendado como digno de ser repetido,  supõe-se que a sociedade possa fazer um questionamento, um juízo de valor sobre o  herdado, para proporcionar uma nova elaboração desse passado e suas consequências  sobre os homens e sobre a sociedade, elaboração esta que ponha em relevo aspectos até então insuficientemente considerados.
De acordo com essa concepção, passou a ser uma preocupação do estado brasileiro responsabilizar-se pelas implicações subjetivas e sociais vividas durante o período da ditadura militar. Através de seus dispositivos legais o ministério da justiça e a comissão de anistia criaram o projeto clínica do testemunho com o objetivo de reparar os danos sofridos pelas individualidades e a promoção de estratégias como forma de construir uma memoria nacional a respeito desse período de tempo.
Entenderam que os traumas advindos de perseguições e violência políticas sobre os sujeitos e seus familiares poderiam ser melhor dimensionados nas repercussões que ocasionaram nas vidas destes,  caso  pudessem ser elaborados através de tratamentos psicológicos. A psicanálise se apresenta como teoria e método de escuta do sofrimento psíquico, é uma ferramenta para que um sujeito possa elaborar os traumas vivenciados e redimensioná-los, dando-lhes um estatuto de lembrança e de passado. A reconstrução dos traumas se apresenta como uma possibilidade quando um sujeito fala e pode ser escutado. A história não compreendida na singularidade de cada um, não existe como lembrança de um acontecimento passado porque ela é continuamente repetida; isto quer dizer que só damos significado ao que nos aconteceu quando podemos falar e ser escutados. As capacidades criadoras de um sujeito advém  da possibilidade de dimensionar sua história, seu passado como passado para poder então viver no presente.
Nós da Sigmund Freud associação psicanalítica entendemos que nosso compromisso com a psicanálise e sua forma específica de escutar o sofrimento humano nos habilita para integrar esse projeto dando nossa contribuição que é a de proporcionar esse espaço de escuta individual e em grupo, bem como possibilitar através de fóruns, encontros e capacitações estratégias para a construção de narrativas desse período histórico, como forma também de cuidado da sociedade brasileira frente a reatualização e repetição da violência.
A Sigmund Freud associação psicanalítica a Sig como chamamos - em seus quase 25 anos de existência é uma instituição psicanalítica voltada à transmissão,  difusão  e atendimento em psicanálise. Trabalhamos com a formação de psicanalistas, atendimento em psicanálise e interlocução da psicanálise com outras áreas. Um dos nossos campos de trabalho relaciona-se a projetos sociais onde estará inserido o projeto clínica do testemunho. Estamos nos preparando para o início das atividades deste projeto com reuniões semanais desde o final de 2012. A clínica do testemunho contará com a coordenação da psicanalista Bárbara Conte, 18 terapeutas que desenvolverão os atendimentos individuas e em grupo e um grupo de 6 membros do conselho e diretores da instituição que trabalham junto no sentido do suporte técnico psicanalítico. O projeto será coordenado admnistrativamente pela diretora financeira da instituição Elenara Faviero juntamente com a presidência.
Dessa forma, pensamos dar conta de nossa parte nesse bonito trabalho de reconstrução da memoria nacional, desejando uma atitude de cooperação e ajuda mútua  entre o ministério da justiça e a comissão da anistia e nossa instituição. Nos propomos a criar um espaço psicanalítico de escuta e sigilo  que são as regras que regem o enquadre psicanalítico de tratamento e colocamo-nos à disposição da sociedade civil para que possam usufruir do trabalho desenvolvido.
Muito obrigada a todos.

10 de abril de 2013

Projeto Clínicas do Testemunho!




 
Conversas Públicas
 

A Sigmund Freud Associação Psicanalítica integra desde janeiro de 2013, o Projeto Clínicas do Testemunho. Proposto pelo Ministério de Justiça/ Comissão de Anistia, visa promover, conforme edital público: núcleos de atenção psicológica aos afetados pela violência de Estado entre os anos de 1946 a 1988; capacitação de profissionais e formulação de insumos de referência para aproveitamento profissional múltiplo.

A Sigmund Freud Associação Psicanalítica se alia neste projeto em suas propostas fundamentais: o direito à verdade e à justiça. O direito à verdade é o resgate do vivido sob a forma de narrativa, construção da memória individual e coletiva silenciadas na transição política do governo brasileiro. Na especificidade da psicanálise a escuta e o acesso à fala são as possibilidades encontradas de temporalizar a experiência da violência de Estado que marca a vivência traumática de sujeitos e de seus familiares.


O direito à justiça é a via indispensável para se quebrar o silêncio e responsabilizar os agentes de violência. Historizar é retranscrever as marcas no campo simbólico e sair do âmbito do sofrimento privado em direção a dimensão social que ele implica. Dar esse passo em direção ao ato de testemunhar implica o desejo e a coragem para dizer e conviver com a verdade, promovendo saúde e atenção junto aos sujeitos afetados.

Na perspectiva da capacitação, promove-se o conhecimento da temática da violência de Estado na história de nosso país, as formas do traumático a partir de filmes, narrativas de forma a sensibilizar e discutir as experiências com profissionais da rede pública da grande Porto Alegre.

Vamos trabalhar por dois anos nestas propostas e buscamos formar uma rede junto às organizações civis e políticas, às instituições de ensino, grupo de direitos humanos, profissionais das diversas áreas do conhecimento, para ampliar o debate sobre a clínica do trauma, da anistia, da verdade e da justiça.

Aos interessados
 
As inscrições para as Clínicas do Testemunho tiveram início no dia 19 de março de 2013, através de edital publicado no Diário Oficial, e se estenderão até 6 de abril deste ano. O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis em nosso site. Poderá se inscrever qualquer anistiado político pela Lei nº 10.559/2002, bem como seus familiares. Os interessados terão que enviar, por e-mail, a ficha de inscrição à Comissão de Anistia. Além disto, deverão participar de uma das Conversas Públicas realizadas pelas Clínicas do Testemunho.

Saiba mais em: http://blog.justica.gov.br/inicio/clinicas-do-testemunho-promoverao-atencao-psiquica-as-vitimas-da-ditadura-no-brasil/

O Comitê de Anistia/Ministério da Justiça e a Sigmund Freud Associação Psicanalítica convida a todos que fazem parte desse compromisso de reescrever a história do Brasil e àqueles interessados em conhecer e participar do projeto para o lançamento do Projeto Clínicas do Testemunho em nosso estado:

Conversas Públicas
Dia 25 de abril de 2013, quinta – feira.
Faculdade de Educação – Av. Paulo Gama s/n – UFRGS. Prédio 12201. Auditório Térreo, sala 101 Horário – 19h30min.



Sissi Vigil Castiel                                            
Presidente                                                  

Bárbara de Souza Conte
Coordenadora do Projeto