10 de outubro de 2013
3 de outubro de 2013
SIG/CLÍNICAS DO TESTEMUNHO: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS
Sábado, 28 de setembro de 2013.
Estivemos reunidos em um prédio histórico restaurado, durante todo o dia, ouvindo colegas que trouxeram
suas experiências nas áreas da história, da linguística, da psicanálise, do
direito, da literatura, desde Getúlio até os protestos de rua, da época da
ditadura até a lei da anistia, da violência de estado aos protestos da
juventude, do desconhecimento da história à quebra do silenciamento … enfim
muitas memórias reativadas que se entrelaçaram à reflexão da atualidade.
Debates que ampliaram e plantaram questionamentos sobre nosso fazer enquanto
profissionais e sujeitos implicados na cultura.
Agradecemos todos os que fizeram
acontecer este encontro com sua falas, testemunhos e perguntas.
Foi um encontro tecido entre todos
os que acreditam no poder da palavra, da temporalidade que reconstrói e da
transformação possível das vivências
traumáticas em novos sentidos que dão vida.
A produção deste dia está gravada
para que dela façamos um documento, um arquivo que registre o trabalho que realizamos no Projeto
SIG/Clínicas do Testemunho.
Bárbara Conte - coordenadora do Projeto SIG/Clínicas do Testemunho
25 de setembro de 2013
A LEI DE ANISTIA E SEUS DESDOBRAMENTOS
A LEI DE ANISTIA E SEUS
DESDOBRAMENTOS
"O propósito
deste trabalho é o de produzir uma análise do discurso produzido pela Lei no
6683, mais conhecida como a Lei de Anistia, promulgada pelo General Figueiredo,
em 1979. Interessa comparar a demanda do corpo social e o que foi efetivamente
concedido, interpretando os efeitos de
sentido que este discurso produziu e ainda produz em nossos dias". ( Freda Indursky, PPG-LETRAS-UFRGS)
Esses e outros temas serão tratatos pela doutora em Ciências da Linguagem, analista de discurso e professora do PPG em Letras da UFRGS Freda Indursky, no Encontro Multiprofissional SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS.
Também será discutido com profissionais de várias áreas do conhecimento os temas da memória, violência de estado, trauma e transgeracionalidade, direitos humanos e justiça de transição.
O encontro é aberto a todos os interessados e gratuito.
24 de setembro de 2013
Quem cala?Quem fala?
Quem
cala?Quem fala?
Freud e a
Psicanálise nos ensinam que se não estivermos apropriados de nossa história
estamos sujeitos a repeti-la. Isso vale tanto para o âmbito pessoal quanto para
o social. A história do Brasil se repete tal qual um ciclo, onde as marcas do
passado se re-atualizam a todo o instante. Algumas marcas não são entendidas, tenta-se
apagar suas origens, mas elas permanecem vivas e ressurgem quando menos se
espera. São inúmeros os conflitos e guerras com motivações sociais na história
do país, mas muitas vezes, esta história é transmitida de forma a elucidar o
ponto de vista do opressor, esquecendo-se do oprimido, ou para ser mais
específico, quem ganha a guerra conta-a, quem a perde, cala-se.
O
longa-metragem de animação de Luiz Bolognesi, ‘’Uma História de Amor e Fúria’’
retrata diversas épocas do nosso país, e tendo como fio condutor a fúria pela
injustiça social e o amor, atravessa o período da colonização, o período
escravocrata, o regime militar, e termina em uma fictícia guerra pela água em
2096. Apesar de estarmos mais acostumados com animação para crianças, a
temática é adulta. O filme conta a história do Brasil do ponto de vista daquele
é derrotado nos conflitos ilustrados, seja o índio, o negro ou o militante
contra a ditadura. Bolognesi é preocupado em aquecer discussões, já o fez antes
em ‘’Bicho de Sete Cabeças’’ por exemplo, abrindo possibilidades para se pensar
a respeito do sistema de internação manicomial e sobre o uso de drogas. No
longa, a metáfora da ave fênix se faz valer, pois o protagonista é um pássaro
vermelho que ressurge em forma de humano nas épocas em ocorrem esses conflitos.
O que lhe dá força para lutar é o amor: é quando o pássaro encontra-se com sua
amada que ele se torna humano. É este amor que lhe dá força pra lutar e
continuar apesar das adversidades. O encontro profundo com outra pessoa lhe
instiga a vida e lhe dá o poder da transformação.
A mensagem que
fica do filme é: quem não se apropria do seu passado deixa com que ele afete e
interfira seu presente e seu futuro. Diante do sofrimento somente o encontro
com o outro pode curar, e é através desse encontro que se torna possível uma
interlocução para poder olhar melhor para si. A Sigmund Freud Associação
Psicanalítica caminha na mesma direção do filme. Através do Projeto ‘’Clínicas
do Testemunho’’ a instituição propõe um espaço de escuta para as pessoas afetadas
pela ditadura, para que através da Psicanálise e do encontro com o outro, como
poder de transformação, haja a oportunidade para que as marcas do sofrimento da
ditadura possam ser metabolizadas. Oportunidade para que essas não tornem a se
atualizar e a continuar ferindo a vida das pessoas que lutaram por um país
melhor. Faz parte deste projeto também, oficinas de capacitação para
profissionais de diferentes áreas, para que adquiram ferramentas para
identificação e formas de manejo com situações que envolvem violência de Estado.
Ou seja, um cuidado para que a história que se repete no social, pare um dia de
se repetir.
Poder elaborar o luto e a dor é a
forma possível de se ter uma sociedade melhor, uma vida melhor. Que bom que a
arte a e Psicanálise podem proporcionar experiências que engrandecem o sujeito,
respeitando seus espaços e suas dores para produzir algo novo e de valor. O
contexto era outro, mas serve aqui o refrão de Arnaldo Antunes: O pulso ainda
pulsa.
(Lucas Krüger, psicanalista em formação pela SIG)
SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS
Trauma e Transgeracionalidade
"A proposta é pensar o trauma como experiências de intensidade as quais desarticulam os eventos pulsionais e deixam o sujeito atordoado em sua possibilidade de pensar e de pensar-se. Nesta via de raciocínio consideram-se três vertentes: o estímulo, a experiência e o efeito que a excitação provoca no interior do espaço psíquico. As situações são consideradas traumáticas porque tanto colocam em risco como danificam os recursos psíquicos do sujeito. O tema convoca à reflexão sobre os desdobramentos entre dor e sofrimento e a 'recomposição' de confiança". (Eurema Gallo de Moraes)
Esses e outros temas serão tratatos pela psicanalista Eurema Gallo de Moraes no Encontro Multiprofissional SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS.
Também será discutido com profissionais de várias áreas do conhecimento os temas da memória, violência de estado, direitos humanos e justiça de transição.
21 de setembro de 2013
SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS.
“Sobreviver ao custo do entendimento e, também, da comunicação com os outros” (2008, p.13), assim, Giorgio Agamben nos provoca com o vivido que não encontra lugar na língua. O ponto de partida é Auschwitz. Prescruta conceitos como testemunho e arquivo da língua para enunciar que o campo de concentração que se fez, persiste a céu aberto - como paradigma biopolítico. Da experiência com adolescentes que segundo o estado cometem atos infracionais propomos uma discussão sobre o lugar da violência de Estado, e a impossibilidade de saber as leis/normas/regras que o regem. (Júlia Carvalho)
Esses e outros temas serão tratatos pela psicóloga Júlia Dutra de Carvalho no Encontro Multiprofissional SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS.
Também será discutido com profissionais de várias áreas do conhecimento os temas da memória, trauma, transgeracionalidade, violência de estado, direitos humanos e justiça de transição.
O encontro é aberto a todos os interessados e gratuito.
13 de setembro de 2013
Memórias no arquivo
Aconteceu ontem no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul a atividade intitulada "Memórias no arquivo".
O evento faz parte do Projeto Clínicas do Testemunho/SIG e teve como objetivo discutir temas como o resgate da memória individual e social e o acesso a verdade e à Justiça.
Participaram da mesa redonda a psicanalista Bárbara Conte (coordenadora do Projeto), Nilce Azevedo Cardoso (ex-presa política da ditadura civil-militar) e Isabel Almeida (diretora do Arquivo Público do RS).
Confira as fotos!
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