25 de março de 2013
Conversas Públicas - Projeto Clínicas do Testemunho
Lançamentos dia 25 de abril - quinta feira - 19,30hs Faculdade de Educação UFRGS
Av. Paulo Gama S/N Prédio 12201 Auditório Térreo sala 101
Inscrições:
http://projetosig.blogspot.com.br/2013/03/projeto-clinicas-do-testemunho_20.html
MIRANTE DOS DIREITOS HUMANOS XXXVII - Entrevista no Jornal do Comercio
Raul Ellwanger relembra os hinos de uma geração
Vítimas da ditadura militar terão ajuda psicológica nas 'Clínicas do Testemunho'
22 de março de 2013 | 15h 53
Luciana Nunes Leal - O Estado de S. Paulo
RIO - Entrar com um processo de reparação econômica pelos danos sofridos durante a ditadura ou depor na Comissão da Verdade, que investiga violações aos direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, é uma dolorida volta ao passado. Reunir documentos, puxar pela memória, relatar fatos, datas e nomes são providências necessárias, mas penosas. Pensando nas pessoas que tomaram essas iniciativas e em outras vítimas da violência do Estado, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça lançou o projeto Clínicas do Testemunho, que prestará durante dois anos atendimento psicológico a ex-presos e perseguidos políticos e suas famílias.
Fabio Motta/AE
Torturada entre 1970 e 1974, Ana Miranda procurou atendimento no Tortura Nunca Mais, em 2001
Quatro projetos-piloto começarão os atendimentos - dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre, com investimentos federais de R$ 2,4 milhões. Um quinto projeto, em Recife, é patrocinado pelo governo de Pernambuco, ao custo de R$ 600 mil. O primeiro passo é a chamada pública de adesão voluntária ao projeto, que começou esta semana e vai até 6 de abril. Em outra frente, o projeto capacitará profissionais de saúde mental para o atendimento a vítimas do abuso estatal.
"A ideia surgiu a partir dos dez anos de atuação da Comissão de Anistia e dos milhares de testemunhos colhidos voluntariamente. Esse processo histórico e político de dar voz aos que foram calados arbitrariamente, por si só, é terapêutico. Para muitos, significa a libertação do peso da imposição do silêncio e do esquecimento. Sentimos que era preciso um passo adiante. O dever de reparação, como se sabe, é imprescritível. E cabe ao Estado, outrora criminoso, manter um serviço de apoio psicológico aos que ele mesmo prejudicou", diz o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão.
Entre 1991 e 2010, o Grupo Tortura Nunca Mais ofereceu atendimento psicológico a vítimas de torturas durante a ditadura, em um projeto financiado por organismos internacionais. A psicóloga Vera Vital Brasil fez parte da primeira equipe de terapeutas do Tortura Nunca Mais e agora coordena o projeto-piloto no Rio de Janeiro, que atendimentos em grupo e individuais. "A Comissão de Anistia percebeu o quanto as pessoas precisam de atendimento psicoterápico. As marcas da tortura não se extinguem quando cessa a tortura. A violência da tortura é irreparável. O que se pode conseguir é ter alívio psíquico, entender o processo de outra maneira", diz Vera, ela mesma ex-presa política. No projeto do Rio também está previsto o acompanhamento de pessoas que decidem depor na Comissão da Verdade.
Presa entre 1970 1974 e torturada nas dependências da repressão em São Paulo e no Rio, Ana Miranda procurou o atendimento do Tortura Nunca Mais em 2001, quando, depois de muita insistência de amigos e parentes, decidiu entrar com o processo de reparação econômica. Ana teve que se submeter até mesmo a um exame para provar a inexistência de um rim, perdido em consequência das torturas.
"Nessa época fiquei deprimida, tive crises de alergia. A violência foi deles e eu tinha que correr atrás de provar o que tinha sofrido. Fui me tratar na clínica do Tortura Nunca Mais. Os terapeutas têm um olhar diferenciado que ajuda muito. O sofrimento não passa, mas você consegue dar outro significado. As Clínicas do Testemunho têm esse sentido", diz Ana que, depois da prisão, concluiu o curso de Farmácia na UFRJ.
Um dos projetos de São Paulo será coordenado pelo psicanalista Moisés Rodrigues da Silva Júnior, diretor do grupo Projetos Terapêuticos. Moisés optou por atendimentos apenas em grupo. "A gente acredita na potência que um grupo comporta, o suporte de um coletivo é fundamental. Atendemos pessoas que têm histórias de violência, mas quem sofreu a violência foi a sociedade, os grupos são articuladores potentes entre o indivíduo e o social", diz Moisés.
Em Porto Alegre, a psicanalista Bárbara Conte, responsável pelo projeto-piloto da Clínica do Testemunho, tem planos de atender até 70 pessoas nos próximos dois anos no que ela chama de "escutas psicanalíticas". "É a possibilidade de falar de algo que ficou engasgado. Quanto maior a violência, mais a pessoa se fecha. Quando se fala em reparação, não é esquecer, mas abrir a possibilidade de dar um novo destino a uma experiência traumática", diz Bárbara, que atenderá pessoas que sofreram diretamente violações por parte do Estado e parentes de até segundo grau, além de capacitar profissionais para tratar dessas vítimas.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,vitimas-da-ditadura-militar-terao-ajuda-psicologica-nas-clinicas-do-testemunho,1012076,0.htm
20 de março de 2013
Conversas Públicas - Projeto Clínicas do Testemunho
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ANEXO I
FICHA DE INSCRIÇÃO
Nº________________
(para preenchimento pela Comissão de Anistia)
SELEÇÃO PARA ATENDIMENTO - PROJETO CLINICAS DO TESTMUNHO - COMISSÃO DE ANISTIA
NOME COMPLETO DATA DE NASCIMENTO
____/____/_____ PRIORIDADE PORCONDIÇÃO ECONOMICA?
SIM ( ) NÃO ( )
NATURALIDADE ENDEREÇO COMPLETO E-MAIL Fone ENDEREÇO
CIDADE UF É ANISTIADO POLÍTICO
SIM ( ) NÃO ( )
PROCESSO NA COMISSÃO DE ANISTIA
Número do Protocolo: Próprio ( ) Familiar ( )
FAMILIARES DE ANISTIADOS
SIM ( ) NÃO ( )
QUAL O GRAU DE PARENTESCO?
INDIQUE A CLÍNICA DO TESTEMUNHO DE SUA PREFERÊNCIA
( ) SÃO PAULO PROJETOS TERAPÊUTICOS
( ) SÃO PAULO SEDES SAPIENTIAE
( ) RIO DE JANEIROPROJETOS TERAPÊUTICOS
( ) RECIFE CENTRO ESTADUAL DE APOIO ÀS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA DE PERNAMBUCO
( ) PORTO ALEGRE SIGMUND FREUD
ATENÇÃO: Essa ficha de inscrição deverá ser encaminhada para o e-mail: clinicas.testemunho@mj.gov.br
PAULO ABRÃO
Presidente da Comissão de Anistia"
12 de março de 2013
Projeto Clínicas do Testemunho
Projeto Clínicas do Testemunho
Lançamento Nacional,
aguarde,
em breve mais informações!
aguarde,
em breve mais informações!
30 de janeiro de 2013
Projeto Sig Testemunha
Este projeto é fruto
de inscrição da SIG em edital do Ministério da Justiça / Comissão
de Anistia, com o nome Projeto Clínicas do Testemunho, em 2012, com
o objetivo de promover a reparação de violações a direitos
fundamentais praticadas entre 1946 e 1988, configurando-se um espaço
de reencontro do Brasil com seu passado, subvertendo o senso comum da
anistia enquanto esquecimento.
Ao sermos selecionados
em outubro de 2012, o projeto por nós elaborado tem o nome de SIG
Testemunha: reconstruindo memórias e passa a se integrar no Projeto
SIG Intervenções Psicanalíticas. Sig Testemunha tem o objetivo de
escutar sujeitos vítimas da violência de estado, assim como seus
familiares em um período compreendido entre 1964/1988. Visa
trabalhar psiquicamente as vivências traumáticas que marcam a
história destes sujeitos assim como de seus familiares e
reconstruir a memória coletiva que dá acesso ao conhecimento da
história vivida em nosso país nesse período e que até agora foi
silenciada.
Busca também a
capacitação teórico-prática de agentes e profissionais da Saúde
mental e Coletiva do Município de Porto Alegre, bem como fóruns,
seminários e encontros multiprofissionais que junto às esferas
universitárias, sociedade civil e outras instituições, possam
produzir conhecimento sobre a importância do tema na atualidade.
O Projeto tem a duração
de dois anos e iremos divulgar em nosso blog as atividades que vamos
desenvolver a partir de março de 2013. Temos convicção da
importância deste trabalho para a elaboração do traumático
vivido pelos sujeitos que vivenciaram estes acontecimentos, bem como
trazer ao conhecimento da sociedade, através da produção escrita,
um período de nossa história político-social que ficou
silenciado por tantos anos. A SIG, a psicanálise, se comprometem
neste projeto com a escuta ética e a produção de conhecimento
decorrente dos estudos a serem realizados.
9 de novembro de 2012
O Estrangeiro
A Sigmund Freud Associação Psicanalítica
realizou nos dias 26 e 27 de outubro um seminário com o tema do estrangeiro que
reuniu profissionais das áreas do Direito, da Linguística, da Antropologia para
debater temas como o deslocamento, exílio, refugiados, exilados. A discussão
foi rica na diversidade e abordou a passagem da língua materna à língua
nacional, as possibilidades de traduções possíveis, os campos nômades de
sentidos até a forma máxima de violência que é o silenciamento da língua. A
questão da lei foi abordada desde a perspectiva de criar soberania, dogmatização, até a compreensão de marcar
fronteiras que visam a permeabilidade e o deslocamento que propicie as relações
sociais entre os que passam a habitar um outro país e os que nele vivem como
cidadãos, distinção também debatida entre nacionalidade e cidadania.
Ponto alto de nosso encontro foram os depoimentos de vida e
do trabalho realizado – que evidenciam a prática que implica o sujeito – de
Luis Varese, Cleber Kemper e Karin Wapeschowski sobre o trabalho com
refugiados, mortos e desaparecidos políticos e o reassentamento solidário, a partir de instituições como ACNUR, ASAV e
Secretária dos Direitos Humanos da Presidência da República. Tema que nos
convoca como uma realidade de nosso século onde temos 40.000 refugiados e em
nosso país, passamos, através da Comissão da Verdade, a dar conta de conhecer e
tornar conhecido o período da ditadura militar, suas práticas e suas vítimas.
Este encontro foi um exercício de interdisciplinariedade,
pluralidade de ideias e da vitalidade da psicanálise em sua contribuição neste
debate, tanto teórica quanto clinicamente, como demonstraram os trabalhos
apresentados que fazem parte de nosso projeto SIG Intervenções
Psicanalíticas.
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