25 de setembro de 2013

A LEI DE ANISTIA E SEUS DESDOBRAMENTOS




A LEI DE ANISTIA E SEUS DESDOBRAMENTOS


"O propósito deste trabalho é o de produzir uma análise do discurso produzido pela Lei no 6683, mais conhecida como a Lei de Anistia, promulgada pelo General Figueiredo, em 1979. Interessa comparar a demanda do corpo social e o que foi efetivamente concedido,  interpretando os efeitos de sentido que este discurso produziu e ainda produz em nossos dias". (Freda Indursky, PPG-LETRAS-UFRGS)

Esses e outros temas serão tratatos pela doutora em Ciências da Linguagem, analista de discurso e professora do PPG em Letras da UFRGS Freda Indursky, no Encontro Multiprofissional SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS.

Também será discutido com profissionais de várias áreas do conhecimento os temas da memória, violência de estado, trauma e transgeracionalidade, direitos humanos e justiça de transição. 


O encontro é aberto a todos os interessados e gratuito.





24 de setembro de 2013

Quem cala?Quem fala?

Quem cala?Quem fala?

Freud e a Psicanálise nos ensinam que se não estivermos apropriados de nossa história estamos sujeitos a repeti-la. Isso vale tanto para o âmbito pessoal quanto para o social. A história do Brasil se repete tal qual um ciclo, onde as marcas do passado se re-atualizam a todo o instante. Algumas marcas não são entendidas, tenta-se apagar suas origens, mas elas permanecem vivas e ressurgem quando menos se espera. São inúmeros os conflitos e guerras com motivações sociais na história do país, mas muitas vezes, esta história é transmitida de forma a elucidar o ponto de vista do opressor, esquecendo-se do oprimido, ou para ser mais específico, quem ganha a guerra conta-a, quem a perde, cala-se.

O longa-metragem de animação de Luiz Bolognesi, ‘’Uma História de Amor e Fúria’’ retrata diversas épocas do nosso país, e tendo como fio condutor a fúria pela injustiça social e o amor, atravessa o período da colonização, o período escravocrata, o regime militar, e termina em uma fictícia guerra pela água em 2096. Apesar de estarmos mais acostumados com animação para crianças, a temática é adulta. O filme conta a história do Brasil do ponto de vista daquele é derrotado nos conflitos ilustrados, seja o índio, o negro ou o militante contra a ditadura. Bolognesi é preocupado em aquecer discussões, já o fez antes em ‘’Bicho de Sete Cabeças’’ por exemplo, abrindo possibilidades para se pensar a respeito do sistema de internação manicomial e sobre o uso de drogas. No longa, a metáfora da ave fênix se faz valer, pois o protagonista é um pássaro vermelho que ressurge em forma de humano nas épocas em ocorrem esses conflitos. O que lhe dá força para lutar é o amor: é quando o pássaro encontra-se com sua amada que ele se torna humano. É este amor que lhe dá força pra lutar e continuar apesar das adversidades. O encontro profundo com outra pessoa lhe instiga a vida e lhe dá o poder da transformação.

A mensagem que fica do filme é: quem não se apropria do seu passado deixa com que ele afete e interfira seu presente e seu futuro. Diante do sofrimento somente o encontro com o outro pode curar, e é através desse encontro que se torna possível uma interlocução para poder olhar melhor para si. A Sigmund Freud Associação Psicanalítica caminha na mesma direção do filme. Através do Projeto ‘’Clínicas do Testemunho’’ a instituição propõe um espaço de escuta para as pessoas afetadas pela ditadura, para que através da Psicanálise e do encontro com o outro, como poder de transformação, haja a oportunidade para que as marcas do sofrimento da ditadura possam ser metabolizadas. Oportunidade para que essas não tornem a se atualizar e a continuar ferindo a vida das pessoas que lutaram por um país melhor. Faz parte deste projeto também, oficinas de capacitação para profissionais de diferentes áreas, para que adquiram ferramentas para identificação e formas de manejo com situações que envolvem violência de Estado. Ou seja, um cuidado para que a história que se repete no social, pare um dia de se repetir.


Poder elaborar o luto e a dor é a forma possível de se ter uma sociedade melhor, uma vida melhor. Que bom que a arte a e Psicanálise podem proporcionar experiências que engrandecem o sujeito, respeitando seus espaços e suas dores para produzir algo novo e de valor. O contexto era outro, mas serve aqui o refrão de Arnaldo Antunes: O pulso ainda pulsa.

(Lucas Krüger, psicanalista em formação pela SIG)

SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS

Trauma e Transgeracionalidade

"A proposta é pensar o trauma como experiências de intensidade as quais desarticulam os eventos pulsionais e deixam o sujeito atordoado em sua possibilidade de pensar e de pensar-se.  Nesta via de raciocínio consideram-se três vertentes: o estímulo, a experiência  e o efeito que a excitação provoca no interior do espaço psíquico. As situações são consideradas traumáticas porque tanto colocam em risco como danificam os recursos psíquicos do sujeito. O tema convoca à reflexão sobre os desdobramentos entre dor e sofrimento e a 'recomposição' de confiança". (Eurema Gallo de Moraes)


Esses e outros temas serão tratatos pela psicanalista Eurema Gallo de Moraes no Encontro Multiprofissional SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS.

Também será discutido com profissionais de várias áreas do conhecimento os temas da memória, violência de estado, direitos humanos e justiça de transição. 


O encontro é aberto a todos os interessados e gratuito. 




21 de setembro de 2013

SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS.




“Sobreviver ao custo do entendimento e, também, da comunicação com os outros” (2008, p.13), assim, Giorgio Agamben nos provoca com o vivido que não encontra lugar na língua. O ponto de partida é Auschwitz. Prescruta conceitos como testemunho e arquivo da língua para enunciar que o campo de concentração que se fez, persiste a céu aberto - como paradigma biopolítico. Da experiência com adolescentes que segundo o estado cometem atos infracionais propomos uma discussão sobre o lugar da violência de Estado, e a impossibilidade de saber as leis/normas/regras que o regem. (Júlia Carvalho) 
Esses e outros temas serão tratatos pela psicóloga Júlia Dutra de Carvalho no Encontro Multiprofissional SIG TESTEMUNHA: RECONSTRUINDO MEMÓRIAS.


Também será discutido com profissionais de várias áreas do conhecimento os temas da memória, trauma, transgeracionalidade, violência de estado, direitos humanos e justiça de transição. 

O encontro é aberto a todos os interessados e gratuito. 


13 de setembro de 2013

Memórias no arquivo


Aconteceu ontem no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul a atividade intitulada "Memórias no arquivo".

O evento faz parte do Projeto Clínicas do Testemunho/SIG e teve como objetivo discutir temas como o resgate da memória individual e social e o acesso a verdade e à Justiça.

Participaram da mesa redonda a psicanalista Bárbara Conte (coordenadora do Projeto), Nilce Azevedo Cardoso (ex-presa política da ditadura civil-militar) e Isabel Almeida (diretora do Arquivo Público do RS).

Confira as fotos!

       

28 de agosto de 2013

2da MUESTRA DE DOCUMENTALES DE DERECHOS HUMANOS

2da. MUESTRA DE DOCUMENTALES DE DERECHOS HUMANOS
"PARA MUESTRA BASTA UN BOTÓN"
 
Del 17 al 28 de setiembre
Paysandú | Montevideo | Maldonado
 
Proyecciones de documentales que tienen como temática central los derechos humanos.
 
En esta segunda edición, las películas seleccionadas, de producción uruguaya, argentina y brasileña, abordan temáticas como las violaciones a los derechos humanos durante los regímenes dictatoriales de los '70; los derechos de la juventud; la privación de libertad; el derecho al trabajo digno y a la salud mental.
 
Mediante un llamado abierto, seleccionamos estos 10 documentales que se proyectarán en dos jornadas, en las que también contaremos con charlas abiertas junto a defensores de los derechos humanos de cada ciudad donde se realizarán las exhibiciones y junto a realizadores o protagonistas de los films.
 
Entrada libre y gratuita.
 
Compartimos el calendario de exhibiciones y las sinopsis de los documentales seleccionados:
 
EXHIBICIONES:
 
17 y 18 de Setiembre de 17 a 22 hs
Paysandú: Centro Universitario de Paysandú (Montevideo 1028)
 
20 y 21 de Setiembre de 17 a 22 hs
Montevideo: Museo de la Memoria (Av. Instrucciones 1057)
 
27 y 28 de setiembre de 17 a 22 hs
Maldonado: Casa de la Cultura de Maldonado (Pérez del Puerto esq. Sarandí)
 
 
Primer día:
 
UN PERRO PSIQUIÁTRICO
Uruguay, 2010 - Duración 15 min.
A través de la historia de un perro abandonado en las instalaciones del Hospital Psiquiátrico “Vilardebó” se narra la vida cotidiana de los pacientes y la  institución. Con un estilo narrativo sencillo, impregnado de ternura y humor, asistimos a la transformación del perro en un “paciente más” lo cual permite desplegar una mirada crítica sobre los sistemas clasificatorios y el “costo” de ser de otra “raza”. Dirección: Gabriela Guillermo. Producción: Gabriel Bendahán.
 
CLASIFICADORES. ALGUNAS EXPERIENCIAS DEL TRABAJO CON RESIDUOS EN URUGUAY
Uruguay, 2013 - Duración 33 min.
El documental pretende reflejar las condiciones en las que viven y trabajan los y las clasificadores/as de residuos sólidos de nuestro país y difundir sus principales reivindicaciones en materia laboral. Dirección/producción: Pablo Costanzo Aldrighi/ Virginia Aostalli. Edición: Costanzo/ Aostalli/ N. Golpe.
 
PINTURA SOBRE LA INVASIÓN A MI SER
Uruguay, 2012 - Duración 28 min.
Ricardo Rodríguez es un talentoso y reconocido artista plástico de Carmelo, Uruguay. Durante el golpe militar fue secuestrado, torturado y encarcelado siete años, en la mejor etapa de su vida, solo por su ideología política. Cuarenta años después nos muestra una serie de pinturas realizadas en la celda y esta simbólica obra trasmite tajantemente su solitaria sombra en el angustioso cautiverio. Dirección/edición: Ricardo R. Krismanich. Producción: Ricardo R. Krismanich / Laura Ciappesoni.
 
ATLETAS X DITADURA. A GENERAÇÃO PERDIDA
Brasil / Argentina, 2007 - Duración: 32 min.
Entre 1976-1983, cerca de treinta mil personas murieron o desaparecieron en Argentina. Entre ellas, jóvenes atletas. Diecisiete jugadores de La Plata Rugby Club. Adriana Acosta, jugadora de hockey sobre pasto, el tenista Daniel Schapira y el corredor Miguel Sánchez nunca más volvieron a casa. Cuatro historias que ayudan a contar una parte olvidada de uno de los períodos más sombríos de América del Sur. Dirección/sonido: Milton Cougo. Producción: Marco Villalobos/Marcelo Outeiral. Música: Camilo Mércio. Edición: Wilson Kripka.
 
HISTORIAS DE UNA VIDA HERMANA
Brasil / Uruguay, 2013 - Duración: 25 min.
Durante la brutal dictadura enfrentada a partir de 1973 muchos uruguayos encontraron en el Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre un camino de esperanza. Dirección/sonido: Marco Villalobos/Marcelo Outeiral. Fotografía: Milton Cougo. Producción: Universindo Díaz. Música: Camilo Mércio. Edición: Adriana Céreser.
 
SIETE INSTANTES
México, 2008 - Duración 90 min.
Es una historia de ex guerrilleros uruguayos, sobre todo mujeres, desde una perspectiva intimista. El documental gira en torno a los momentos de decisión y el cúmulo de dilemas éticos y emocionales en medio de una lucha colectiva. Dirección: Diana Cardozo Benia. Fotografía: Daniel Jacob, Paula Grañido, Ricardo Benet. Producción: CCC. Sonido: Fabián Oliver. Música: Lerner-Moguilevsky. Edición: Mariana Rodríguez.
 
 
Segundo día:
 
CAMPANERO, CAMBIAR LA VIDA
Uruguay, 2011 - Duración 23 min.
El Centro de Rehabilitación Campanero fue creado como banco de pruebas hacia la idea de que quienes delinquen pueden reintegrarse a la sociedad, en la medida en que sean considerados y tratados como lo que son: seres humanos. El documental da cuenta del proyecto, pero también de lo que piensan y sienten los propios internos. Dirección/producción/sonido: Adriana Nartallo/Daniel Amorío. Fotografía: Adriana Nartallo. Música: Washington Mateu. Edición: D. Amorín.
 
DIECISÉIS
Uruguay, 2013 - Duración 49 min.
Un proyecto audiovisual que busca poner en escena lo que viven, sienten y piensan 16 jóvenes uruguayos sobre su mundo, cuando el mundo decide qué lugar tiene para ellos. Se trata de dar voz a quienes están en el foco de la opinión pública pero no son escuchados, permitiendo entender otros vectores del proyecto de ley que quiere bajar la edad de imputabilidad. Dieciséis jóvenes que hablan, para que dejen de hablar por ellos. Proyecto ganador de Fondos de Iniciativas Juveniles del INJU - MIDES 2012. Dirección y fotografía: Colectivo Catalejo. Producción: Catalina Lans. Sonido: Juan Ginés/Coda sonido. Música: Aliem Rap. Edición: Colectivo Catalejo/Karen Antúnez.
 
LA ESCUELITA
Argentina, 2013 - Duración 90 min.
“La Escuelita” documenta un momento crucial en la historia de la ciudad de Bahía Blanca, pero al mismo tiempo supone, por fuera del “pago chico”, una oportunidad de tomar conciencia de las dificultades con las que debe lidiar “la memoria, la verdad y la justicia”, cuando se trata de plantear estos temas por fuera de los grandes centros urbanos. Dirección: Rodrigo Caprotti. Fotografía: Fabricio Pérez. Producción: Rodrigo Caprotti/Luisina Pozzo. Sonido: Juan Lucas. Música: LupeMusic. Edición: Rodrigo Caprotti/Lucas Boran.
 
EL ALMANAQUE
Uruguay, 2012 - Duración: 73 min.
La acción de un hombre cautivo durante más de 12 años , en su denodada lucha por resguardar detalles, por registrar la cambiante existencia a lo largo de los años, por preservar su identidad y las marcas de esos 4646 días. Dirección: José Pedro Charlo. Fotografía: Diego Varela. Producción: Ivonne Ruocco. Sonido: Alvaro Menchoso, Alvaro Rivero, Rafael Alvarez. Música: Daniel Yafalián. Edición: Federico La Rosa.
 
Primer día a las 19.30 hs
Charla con representantes de organismos de Derechos Humanos
 
Segundo día a las 19.30 hs
Charla con documentalistas
 
 
Esperamos contar con su presencia.

23 de agosto de 2013

Notícias: apresentação da peça "Para sempre: POESIA!"


Na noite de ontem, dia 22 de agosto de 2013, aconteceu a exibição da peça "Para Sempre: POESIA!" de Rita Maurício no Teatro Túlio Piva. O evento realizado foi uma parceria da artista e do Projeto Clínicas do Testemunho. Após a peça ocorreu um debate com a participação de Rita, e das psicanalistas Bárbara Conte (coordenadora do Projeto) e Karin Wondracek, ambas da Sigmund Freud Associação Psicanalítica.
Houve uma intensa conversa com a platéia que pôde dialogar sobre temas como: arte, criatividade, Psicanálise e o sofrimento humano.   
A SIG agradece a todos os presentes!